13 Setembro, 2018 Sapien Livre 0Comment

Costumeiramente escuto colegas de trabalho pedindo pela sexta feira, loucos pelo happy hour, quando após as 18h poderão ser felizes, mas por quê esperar para ser feliz só no final de semana?

 TRABALHO E VIDA

Não me parece muito inteligente trocar 5 dias da semana de forma sofrível por 2 dias sem trabalho, onde ai sim… nos sentiremos felizes. Como investidor vejo que é uma péssima relação investimento/retorno.

Cerca de 2500 anos atrás, o filósofo grego Aristóteles pregou o conceito de Eudaimonia, seria a felicidade baseado no desenvolvimento pessoal de viver aquilo que de melhor representa sua natureza. Como brilhantemente explicado pelo professor Clóvis de Barros Filho:

… você é uma goiabeira mas descobre que jabuticaba é o que está na moda, jabuticaba é o que dá dinheiro. Então tenta produzir jabuticabas, mas como não vai rolar, você se entristece. Mesmo com todo esforço não funciona direito, este é o momento em que você espera, as 18h da sexta feira, para ser feliz no happy hour.

Mas porque não procurar ser feliz de segunda a sexta, afinal de contas esse mesmo conceito de Eudaimonia afirma que o desenvolvimento pessoal também é prazeroso, funciona mais ou menos como um treino de academia para ter um corpo saudável, você sofre, mas mesmo assim sente que aquilo lhe traz prazer.

Ou a representação de um esforço compensado pela satisfação de educar os filhos, de os ver felizes e orgulhosos de você.

É possível se apreciar o trabalho tendo a visão de longo prazo ao enxergar metas pessoais sendo alcançadas.

Aos samurais, são exatamente as cicatrizes seus maiores troféus

Enfim, o trabalho neste caso pode ser uma representação de seu esforço para uma vida feliz e não o que costumo ver diariamente, pessoas que vivem pelo trabalho mas pedem as férias como um vampiro pede sangue.

Vida feliz tem que ser de segunda a sexta e mesmo que você, se reconhecendo como goiabeira precisar produzir jabuticabas, faça pelo período que for necessário, sabendo que faz por um propósito maior, por algo compensador e representativo em sua vida.

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