24 Março, 2019 Sapien Livre 0Comment

A gente costuma ouvir pessoas falarem mal de quem se casa por interesse ou que permanecem em relacionamentos ruins por dinheiro.

Pessoas que são movidas por interesse e visam algumas vantagens, seja financeira ou pessoal, são mal vistas pela sociedade.

Um exemplo clássico é o casamento de alguém jovem com outra mais velha. É fácil ver pessoas apontando o dedo e fazendo comentários do tipo: será que ele não percebe que aquela moça só está interessada no dinheiro dele?

Certa vez, um grande produtor rural conhecido como o rei da soja, foi à um evento com uma namorada que tinha por volta de uns 30 anos (ele estava já na casa dos 80).

Uma repórter questionou se ele não se preocupava de ela estar interessada apenas no seu dinheiro.

Ele de forma brilhante respondeu: “Tenho mais de 80 anos e sou bilionário, uma mulher de 60 também estaria interessada no meu dinheiro. Prefiro a de 30.

Vendidos por dinheiro

Por outro lado temos o ponto de vista do indivíduo que passa a vida inteira em uma profissão que odeia. Acorda pela manhã já pensando em voltar para a cama. Levanta na segunda pedindo a sexta feira a noite e o fim de semana, onde só naquele momento poderá ter o happy hour.

Todo esse sofrimento por um salário, por dinheiro. Pela necessidade de pagar as contas, e quem sabe, tirar um mês de férias por ano da vida que odeia.

A pergunta que faço é: qual a diferença desta pessoa e de quem está em um relacionamento ruim, que se sente aprisionado e permanece por interesse ou necessidade financeira?

Você vai dizer coisa do tipo…- pelo menos não vendi meu corpo, mas será que não está vendendo a própria alma? O que é pior para você?

Observe que independente da história de cada um, ( não estou negando a dura realidade que a vida nos impõe ) os sentimentos por trás são os mesmos… o medo e a ganância.

Estes dois sentimentos são os responsáveis por vivermos em uma esteira rolante, ou o que Robert Kiosaky chama de corrida dos ratos.

Enquanto não olharmos para nossa própria realidade e perceber como estes sentimentos dominam e influenciam nossas vidas, seremos eternamente infelizes. Apontando o dedo para os outros sem enxergar a própria realidade.

E desta forma, somos carcereiros e prisioneiros ao mesmo tempo, nos colocando em uma prisão sem saber que a chave está em nossas mãos.

Imagem por OpenClipart-Vectors

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