28 Julho, 2019 Sapien Livre 0Comment

Essa semana saiu na mídia que um grande influenciador digital, o educador financeiro Thiago Nigro ( Primo Rico), foi condenado pela justiça a pagar uma dívida de 1,7 milhão de um apartamento.

Não quero entrar no mérito pessoal da questão, mas este caso me fez pensar como é difícil ser ouvido pela nossa família e amigos mais próximos.

 Em casa de ferreiro espeto é de pau

Pelo que li da entrevista divulgada pela revista Veja, o Thiago Nigro emprestou o nome para a família para financiar um apartamento. Como atrasaram as parcelas e o Primo Rico achou os juros abusivos, preferiu não pagar e levar o processo para justiça com intuito de reduzir a dívida em algum acordo ou coisa do tipo.

Geralmente essa estratégia é bem sucedida para pessoas normais, porém como o credor sabia quem era o Primo Rico resolveu levar adiante o processo e ganhou.

Esse caso é um exemplo muito claro de como é difícil mostrar autoridade ( seja qual for a sua habilidade) para familiares e amigos próximos.

Geralmente os filhos pegam conselho dos pais e o processo inverso é muito raro. Imagino que para nós, conseguir mostrar autoridade para convencer a mãe ou o esposo a mudar determinada ideia é muito difícil.

Além disso, o simples ato de se opor pode gerar conflitos que extrapolam a lógica de argumentos racionais. Entram questões sentimentais e históricas da relação que acabam fugindo ao controle.

Irmãos que se estapeavam por brinquedos ou brigavam por espaço no sofá dificilmente ouvem um ao outro em caso de conflitos com questões complexas. Cada um puxa a sardinha para o seu lado.

Para casos como este do Thiago Nigro, mesmo ele sendo uma autoridade em finanças pessoais ( apesar que na época só tinha 21 anos) não conseguiu convencer a família a não antecipar um desejo e por isso ele mesmo sofreu as consequências.

Fico pensando… e se fosse minha mãe pedindo para que eu emprestasse o nome para financiar um imóvel. Mesmo sabendo que não é a melhor alternativa, será que eu negaria? Acho que não… penso que faria igual.

Este é nosso grande desafio, resolver problemas apenas de uma forma lógica não é um forte de nossa espécie humana. Por isso que o ditado popular “em casa de ferreiro espeto é de pau” se faz muito verdadeiro e ter um profissional de fora para lidar com essas situações é muito importante.

Algumas situações são verdadeiras quinas de bico, não tem para onde correr. Se financio o imóvel cometo o mesmo erro do Primo Rico, se não financio acabo criando uma indisposição com minha família que teoricamente seria de apenas emprestar o nome (uma questão de confiança). Qualquer uma das alternativas é ruim.

Em casos como este um planejador financeiro simplesmente daria a melhor alternativa, tanto para minha mãe como para mim. Nenhum de nós ficaríamos magoados.

Buscar ajuda profissional, mesmo em assunto que dominamos é uma atitude de muita maturidade e um exercício de humildade pois ele vai, na maioria das vezes, falar exatamente o que nós já sabemos.

Vai parecer dinheiro jogado fora, mas é o que pode evitar alguém de perder 1,7 milhão.

 Imagem por gerald/20136 imagens – Pixabay

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