4 Março, 2018 Sapien Livre 0Comment

Como todo mito, a ideia de que dinheiro confere poder as pessoas é bem plausível, afinal de contas, são as pessoas com mais recursos que geralmente comandam as empresas, as instituições públicas e até as relações pessoais.

Você obedece e respeita uma pessoa por interesse ou por lealdade? É possível alguém com o poder de dar ou não dinheiro exigir obediência e lealdade? Ou melhor, você acredita que alguém com pouco ou até sem nenhum recurso exerce poder e influência sobre outras pessoas? É possível conseguir influenciar sem o “poder” que o dinheiro proporciona?

SATYAGRAHA

Teoricamente o dinheiro nos proporciona o poder de muitas escolhas, além de nos deixar fazer aquilo que não é interessante à nossa vida.

Neste momento temos quase certeza de que dinheiro é igual a poder, porém como explicar pessoas como Madre Teresa de Calcutá, Chico Mendes, Nelson Mandela, Martin Luther King, Dalai Lama, Zumbi dos Palmares, Irmã Dulce, Antonio Conselheiro, Albert Einstein entre outros.

Estas pessoas simples, com pouco ou nenhum recursos financeiros influenciaram suas comunidades, suas cidades, seus países e levaram a humanidade um passo a frente. Como explicar o poder dessas pessoas que se ligaram a eternidade?

Mahatma Gandhi chamava esse poder de “Satyagraha” ( Força da alma ou força indomável). O poder indomável da ideia, do valor, do propósito, da alma, do bem maior que o próprio umbigo. Este poder que emana luz para todos dinheiro nenhum é capaz de comprar e somente ele é forte o suficiente para conquistar lealdade, obediência e admiração.

Caímos no mito frágil do poder exercido pelo dinheiro e com isso nos limitamos a influenciar pessoas pelos dígitos em nossa conta bancária ou pela cargo/profissão que exercemos.

Quando terceirizamos ao dinheiro nossa influência, perdemos a oportunidade de exercer o verdadeiro poder, deixamos escapar a chance de se ligar a eternidade e ainda construímos relações frágeis, seja pela companhia de pessoas interesseiras, medrosas ou pelo medo de traição.

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