13 Dezembro, 2019 Sapien Livre 0Comment

Este é um assunto que atinge todos que desejam viver de renda, dos seus investimentos sem a dependência do governo. A realidade é que não existe uma receita de bolo, cada pessoa precisa estruturar sua carteira de investimentos para que, no momento que iniciar os saques, tenha segurança e previsibilidade.

Como eu estruturo minha carteira previdenciária

Confesso que quando comecei meus investimentos cometi muitos erros. Na verdade fiz muita cagada, inclusive relatei a minha primeira cagada neste post. Minha ideia era ganhar o máximo de dinheiro no menor tempo possível. Foi com essa visão que perdi dinheiro ou apenas consegui empatar com meus aportes.

Renda Fixa

Eu não tenho quase nenhum recurso em renda fixa, na verdade eu utilizo a renda fixa somente como reserva de emergência e de oportunidade. Em alguns momentos deixo um percentual em Tesouro ou CDB para aproveitar correções de mercado que tenham criado oportunidade de compra.

Esta modalidade de investimento historicamente tem sido vantajosa aqui no Brasil, mas com as recentes quedas da taxa de juros estão perdendo atratividade e cada vez mais as pessoas terão de buscar outras formas de rentabilizar seus investimentos.

Nunca foi tão atual a frase do megainvestidor brasileiro Luiz Barsi: “renda fixa é perda fixa.”

Renda Variável

Neste sentido tenho 95% da minha carteira em renda variável, dividida entre FIIs e Ações. Existe uma grande discussão se seria mais vantajoso investir em empresas de crescimento, ou seja, aquelas que não distribuem dividendos porém tem a possibilidade de ter seu valor multiplicado em várias vezes a longo prazo ou ficar nas chamadas vacas leiteiras, são aquelas empresas já consolidadas que crescem pouco e distribuem gordos dividendos.

Empresas de crescimento

Por alguns anos foquei meus esforços em comprar empresas de crescimento, mas com as constantes crises que ocorrem em nosso país (Brasil não é para amadores), observei minha carteira em poucos dias perder 30% a 40% de valor de mercado. Claro, geralmente ao longo do ano as ações voltam a se restabelecer, mas pensando em uma carteira previdenciária, não me parece a melhor opção.

carteira de investimentos

Empresas pagadoras de dividendos

Quando li o livro de Décio Bazin, Faça Fortuna Com Ações, percebi que a compra de ações pagadoras de dividendos seria a estratégia mais adequada ao meu perfil para a caminhada FIRE.

Foi com essa estratégia que nos últimos quatro anos estruturei minha carteira de investimentos previdenciária e meus resultados estão sendo surpreendentes. Existem alguns motivos que podem explicar a eficácia de focar nesta estratégia:

“… títulos são para ganhar os juros e ações para dividendos” Décio Bazin

Previsibilidade – apesar do preço das ações oscilarem, os dividendos costumam ser previsíveis e com frequência já estabelecida peça CIA em seu estatuto e também com base em seu histórico de pagamentos.

Segurança – Geralmente ( não é regra) empresas pegadoras de dividendos como as do setor elétrico costumam cair menos em tempos de bear marketing, pois os dividendos funcionam como um colchão, elas caem até um certo ponto.

Melhor facilidade fazer o valuation – O próprio histórico de indicadores dos dividend yeald, alinhado a outros filtros, mostram a segurança em aportar em tais empresas apesar do pânico generalizado.

Fundos de Investimentos Imobiliários

Já escrevi este artigo falando dos FIIs, penso que eles se comportam como um híbrido de renda fixa com renda variável. Como o pagamento dos rendimentos são mensais, fica mais fácil fazer fluxo de caixa na hora de propramar as retiradas.

Os fiis, por terem imóveis ou CRIs em seu portfólio, ficam bem mais fáceis de avaliar, como também possuem maior previsibilidade dos seus rendimentos.

Para aqueles que não gostam muito da oscilação dos preços, eles também oscilam menos. Nos últimos anos o IFIX têm superado a renda fixa, o IBOV e até mesmo o SP500.

Investir em FIIs é acreditar na sua capacidade de reinvestir os rendimentos pois eles não vão ter crescimento exponencial, como uma empresa poderia. Neste caso os rendimentos devem ser alocados da melhor forma à melhorar a rentabilidade e o aumento do número de ativos.

Resumindo

Minha carteira é composta por ações de empresas pagadoras de dividendos e FIIs. Em alguns momentos compro algumas ações mais especulativas para apimentar a carteira e procurar maior rentabilidade mas não passa de 10% do capital. Muitos dirão que é muito arriscado manter praticamente toda minha carteira em renda variável, porém observe que ela está adequada ao meu perfil, objetivos e conhecimento como investidor. De forma alguma minha estratégia deve ser replicada por quem quer que seja.

Imagem de capa por pixels e de corpo de artigo por annawaldl – Pixabay

Disclaimer – Eu não sou um analista/assessor de investimentos e nem pretendo ser, entenda que você é responsável por seus investimentos e decisões. Sou apenas um apaixonado por finanças  pessoais e minhas opiniões e escolhas são particulares a minha filosofia e valores. Em outras palavras, se fizer cagada com seu dinheiro não me culpe.

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